“Precisamos fomentar mais espaços de participação e de decisão”, afirma Assistente Social

No 8º encontro do curso Questão Urbana e Serviço Social, participantes debateram, na última quarta-feira, (20), o tópico: Trabalho técnico social na habitação de interesse social.

A primeira facilitadora da noite, Rosângela Paz (PUC/SP), apresentou os conceitos, características e configurações atuais, os desafios impostos pelas terceirizações e desmontes das equipes estatais. Durante a sua fala, Rosângela também citou a construção dos últimos anos desse movimento, suas premissas e pressupostos, a constituição das cidades brasileiras, as disputas pelas terras, as dinâmicas locais e regionais e a estrutura de gestão nos municípios, contexto social, econômico e político.

“Não temos uma definição sobre o Trabalho Social Técnico Social a priori, essa concepção é construída ao longo de sua história, uma concepção teórica, o que nós chamamos de convocação do trabalho social na política habitacional na implementação de projetos”, destacou.

Com relação à contribuição do Serviço Social para o Trabalho Social, destaca-se a participação e a organização de classes e movimentos sociais, e inserção dos profissionais nas secretarias e órgãos responsáveis pela execução de programas. “Essa contribuição está muito presente na política de habitação, desde os aportes e concepções de comunidade, de educação popular e na construção de direitos e cidadania”, salientou Rosângela.

Ivaloo Gusmão, doutoranda PPGSS (PUC/SP) e segunda facilitadora do 8º módulo, fez uma reflexão sobre o trabalho social com os movimentos de moradia sob três fatores: o trabalho social realizado de forma direta aos movimentos sociais, realizado através de assessorias técnicas e no contexto das novas ocupações e da regressão das políticas públicas.

“O trabalho social tem a atribuição de fomentar mais espaços de participação, melhorar os espaços de decisão, fazer com que a população tome decisões importantes com relação a esse projeto e que essas decisões não fiquem concentradas somente nas mãos das lideranças quanto de assessores. Ele deve ser um facilitador desse processo tanto da participação quanto de informação, incentivando todas essas etapas”, falou Ivaloo.

Ivaloo finalizou o debate levando em consideração como funciona o trabalho social, quais são as tensões existentes nesse processo e quais as mudanças nos territórios.

Nos encontros anteriores do curso Questão Urbana e Serviço Social, já foram tema de debate: o direito à moradia, conflitos fundiários urbanos e movimentos de luta por moradia, a política urbana no brasil, o direito à cidade, território, territorialização e intersetorialidade na política urbana, aspectos jurídico-normativos da política urbana, e a gestão democrática das cidades.

Organização

A organização e realização do curso conta com a parceria do Projeto de Extensão Direito à Cidade e Proteção Social do curso de Serviço Social da Universidade Federal do Paraná (UFPR), do Grupo de estudos Direito à Cidade e Gestão Democrática do curso de Serviço Social e Núcleo de Direitos Humanos da PUC-PR; GTP Questão Urbana, Agrária e Ambiental da ABEPSS e Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social (ENESSO).

Se você perder o módulo, pode assistir aqui: