Nota de repúdio ao juvenicídio do Rio e à morte de Genivaldo

O CRESS-PR (Conselho Regional de Serviço Social – 11ª Região) manifesta seu repúdio às truculentas ações policiais, que nesta semana resultaram na morte de mais de 20 pessoas no Brasil. Dois fatos, separados geograficamente, mas próximos no que tange à falta de respeito à Constituição Brasileira e as garantias de Direitos Humanos.

Na quarta-feira (25), no Estado do Sergipe, Genivaldo de Jesus Santos, de 38 anos, foi morto por dois policiais rodoviários federais, em uma câmara de gás improvisada no porta-malas de uma viatura da PRF. No dia anterior, terça-feira (24), cerca de 25 pessoas foram mortas durante uma ação do BOPE (Batalhão de Operações Especiais) do Rio de Janeiro, na favela Vila Cruzeiro.

Um vídeo gravado por pessoas que presenciaram a abordagem policial contra Genivaldo viralizou nas redes sociais e estarreceu a população brasileira. Assim como as fortes imagens dos corpos, envoltos em lençóis, sendo carregados para dentro dos camburões da polícia do Rio de Janeiro.

O Conselho Regional de Serviço Social refusa, absolutamente, qualquer ataque contra os direitos humanos, principalmente ações de segurança pública, cujo alvo são populações jovens, pobres, pretas e da periferia.

Após esta semana sangrenta no Brasil, é urgente a união dos movimentos, das entidades representativas, da classe trabalhadoras, e das lutas coletivas pelos direitos humanos no sentido de aprofundar o aprofundar o debate sobre os direitos garantidos à população Brasileira na Constituição de 1988.

Afirmar que uma ação policial que resulta em 25 pessoas mortas é política de segurança pública é um engodo. Isto é terrorismo de Estado, rasgando a nossa própria lei.

Neste momento, mais do que nunca, é necessária a união. É necessário lutarmos coletivamente pelos nossos direitos, por justiça para Genivaldo, e para que o juvenicídio ocorrido no Rio de Janeiro não passe despercebido pelo Poder Judiciário. 

O CRESS-PR tem um lado. E este lado é o lado do trabalhador. 

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