Conjunto CFESS-CRESS lança campanha que afirma: “No mundo de desigualdade, toda violação de direitos é violência”

No dia 10 de dezembro o Conjunto CFESS-CRESS lançou a campanha: “No mundo de desigualdade, toda violação de direitos é violência”, que tem a proposta de sensibilizar a sociedade em geral para o debate em torno da desigualdade social e da violência e negação de direitos, abordando as consequências da violência para as diversas populações e difundir os canais de denúncia contra as violações de direitos.

A campanha publicitária apresenta o slogan “Sem movimento não há liberdade”, divulgando à sociedade, de forma provocativa, as múltiplas expressões da violência em nosso país.

01aNo Paraná o CRESS/PR lançou a campanha durante o ato público das 24 Horas de Ação Feminista na Boca Maldita. Neste ato a conselheira Renária Moura falou em nome do CRESS/PR e destacou que a luta dos/as assistentes sociais tem sido realizada por meio de ações políticas voltadas para uma sociedade democrática e em defesa da classe trabalhadora, ressaltando a importância da participação de movimentos sociais nesta luta.

Ainda no dia 10, das 19h às 21h aconteceu o debate sobre o tema da campanha com assistentes sociais e representantes de movimentos sociais. A Conversa foi voltada à articulação da categoria com os movimentos, tendo a contribuição da conselheira Daraci Rosa dos Santos, pela Câmara Temática de Direitos Humanos do CRESS/PR, apresentando as lutas do conjunto CFESS-CRESS e também a contribuição de Luis Rosa da Comissão de Direitos Humanos da ALEP, que trouxe um parecer de como tem sido a articulação dos movimentos sociais neste espaço da Assembleia Legislativa. A conversa contou também com participantes do Movimento Nacional da População de Rua e profissionais da base do CRESS/PR.

1

Segundo a conselheira Daraci, deste encontro foram tiradas agendas comuns entre o CRESS/PR e os movimentos presentes, tendo como exemplo a proposta de oferta de curso de capacitação para lideranças do movimento. As lideranças dos movimentos serão incentivadas a participar das ações do CRESS/PR. “No Ética em Movimento vamos abrir vaga para as lideranças participarem, assim como na semana do/a Assistente Social teremos ações articuladas com os sujeitos políticos que compõem estes movimentos sociais”, comentou Daraci.

Sobre a campanha:

3

A campanha “No mundo de desigualdade, toda violação de direitos é violência” foi projetada em função de uma série de desigualdades vivenciadas atualmente em nosso país. Vivemos em uma sociedade marcada pela desigualdade social e por diferentes formas de opressão, como o racismo, o machismo e a homofobia. Deparamo-nos cotidianamente com múltiplas expressões da violência, que atingem um público muito diverso – mulheres, homens, estudantes, pessoas idosas, crianças e adolescentes, pessoas com deficiência, população Lésbica, Gay, Bissexuais, Travestis e Transgêneros (LGBT), negra e em situação de rua, dentre outros. Pessoas que representam a maioria no país e que vêm sendo impedidas de terem uma vida justa e digna.

Para se ter apenas um exemplo, segundo informações do Mapa da Violência (Instituto Sangari, 2011), as taxas que em 1980 chegavam a 30 homicídios a cada 100 mil jovens, na década atual superam os 50 homicídios em 100 mil. Trabalhadores e trabalhadoras rurais também são constantemente alvo da violência. Segundo o relatório da Comissão Pastoral da Terra (CPT) “Conflitos no campo Brasil 2011”, sobressai o crescimento do número de pessoas ameaçadas de morte. De 125, em 2010, saltaram para 347, em 2011, 177,6%. O Grupo Gay da Bahia (GGB), no Relatório Anual de Assassinatos de Homossexuais de 2011, relata que foram documentados 266 assassinatos de gays, travestis e lésbicas no Brasil naquele ano. Com este trágico cenário, o Brasil confirma sua posição de primeiro lugar no ranking mundial de assassinatos motivados por homofobia, lesbofobia, transfobia, concentrando 44% do total de execuções de todo o mundo.

O Conjunto CFESS-CRESS orienta também a categoria a acompanhar as ações da Comissão da Verdade, mobilize-se pelo debate para que os crimes cometidos na época da Ditadura e contra os crimes de tortura que ocorrem até os dias de hoje.

A orientação é que a categoria deva se envolver com a agenda dos movimentos sociais, participando efetivamente dos movimentos e compondo suas ações. ultrapassando o discurso de apoio e efetivamente participar das lutas. Da mesma forma o CRESS/PR sugere que as lideranças de movimentos sociais somem-se à campanha para fazer parte da luta coletiva.

Saiba mais:
http://www.semmovimentonaohaliberdade.com.br

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.