CRESS/PR promove, em Curitiba, Encontro Regional Serviço Social e Questão Urbana

Mesa de abertura do Encontro Regional Serviço Social e Questão Urbana

Palestras, debates e oficinas fizeram parte da programação do Encontro Regional “Serviço Social e Questão Urbana”, realizada nesta sexta-feira (27), na PUC/PR, em Curitiba. Promovido pelo Cress/PR e Comissão de Direito à Cidade, o evento reuniu profissionais e estudantes de Serviço Social para discutir a participação da categoria na garantia dos direitos urbanos.

Relembrando o 10º aniversário do Estatuto da Cidade, a presidente do Cress/PR, Maria Izabel Scheidt, deu início ao evento destacando a necessidade de discutir estratégias para enfrentar os problemas gerados pela urbanização precarizada. Soluções apontadas por ela como determinantes para a conquista da qualidade de vida nas cidades.

Ainda durante a mesa de abertura, Ana Letícia Bacelar da Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social (Enesso) destacou a aliança entre estudantes e movimentos sociais como essencial para a formação qualificada dos futuros profissionais de Serviço Social. Já Renária Moura, integrante da Comissão de Direito à Cidade, reforçou o caráter propositivo da iniciativa promovida pelo conjunto CFESS/CRESS e a oportunidade de ampliar o diálogo com a categoria em torno da temática urbana.

Tânia durante palestra no Encontro Regional Serviço Social e Questão Urbana

O evento contou também com a palestra “O Serviço Social em Defesa pelo Direito à cidade: Limites e possibilidades da intervenção profissional”, ministrada pela professora Tânia Maria Diniz. Durante a apresentação, Tânia estabeleceu um panorama sócio-histórico sobre a Questão Urbana a partir da Era Vargas, apresentando os limites impostos na atualidade para efetivação da Política Urbana, promulgada na Constituição de 1988.

Segregação social, apelo ao consumo, criminalização da pobreza e precarização do trabalho, inclusive o do profissional de Serviço Social foram apontados pela professora como os principais desafios para emancipação social. “É preciso exercer uma leitura crítica sobre a realidade para compreender as contradições que permeiam o cotidiano da população em atendimento”, afirmou ela, provocando a platéia ao apresentar os índices que indicam que há mais brasileiros com tevê em casa do que com saneamento básico.

Ainda sobre a questão, a palestrante criticou a postura do Estado na garantia do direito. Segundo ela, o investimento em saneamento básico, por exemplo, deve ser reconhecido como política de saúde e não como gasto. “A efetivação do direito só se dá com a consciência de classe”, concluiu ela convocando a categoria a colocar em prática seu conhecimento teórico-metodológico.

A programação do Encontro Regional “Serviço Social e Questão Urbana” foi encerrada com a discussão de propostas levantadas pela categoria durante as oficinas temáticas, promovidas durante o evento. De acordo com Renária Moura, da Comissão de Direito à Cidade, o material irá subsidiar a participação paranaense no Encontro Nacional a se realizar entre os dias 28 e 29 de outubro, em São Paulo.

O Encontro Regional se repete em Londrina no dia 10 de junho.

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